DE GRAÇA DAI O QUE DE GRAÇA RECEBESTES... É ASSIM MESMO?
Medita comigo aê:
"Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordões; porque digno é o operário do seu alimento." (Mateus 10:8-10)
A frase "digno é o operário do seu alimento" tem sido usada como um "escudo fiscal" para justificar excessos que o texto bíblico jamais autorizou. Quando Jesus fala em alimento, Ele se refere ao sustento, à subsistência, àquilo que mantém o fôlego para a caminhada — sem sobejar. Pergunto-lhes: deveria o operário enriquecer às custas do Evangelho? O Reino de Deus virou um plano de carreira para acúmulo de capital?
Em todos os momentos, Paulo, nosso exemplo maior depois de Jesus, enfatizou a importância de trabalhar na obra e NÃO ser pesado à Igreja de Cristo (2Co 11:9; 12:3; 12:14). O apóstolo, mesmo com sua autoridade e carga ministerial, mantinha sua profissão como fabricante de tendas (Atos 18:3). Ele não via contradição em servir a Deus e ter as mãos calosas pelo trabalho secular. Como alguém que também divide o tempo entre o portal de pesquisas históricas e as responsabilidades na engenharia de segurança, entendo que o trabalho dignifica o obreiro e protege o Evangelho de se tornar uma mercadoria.
Temos que ter muito cuidado ao entrar nessa questão e assumir a pregação como um ofício ou profissão remunerada. O Evangelho não é um produto e o púlpito não é um balcão de negócios.
O que é ANUNCIAR O EVANGELHO:
Uma honra e uma bênção: É a oportunidade de participar daquilo que é eterno. É um privilégio concedido pela graça, não um direito adquirido por mérito ou formação.
Uma obrigação interior: É aquele "ai de mim se não pregar" que nasce no íntimo de quem realmente assumiu um compromisso de servir a Jesus. Não se prega porque se é pago, prega-se porque não se pode calar.
Uma ordem do Mestre: É o cumprimento do "Ide" (Mc 16:15) e a capacitação do Espírito para sermos testemunhas (At 1:8). É obediência, não contrato.
Uma honra e uma bênção: É a oportunidade de participar daquilo que é eterno. É um privilégio concedido pela graça, não um direito adquirido por mérito ou formação.
Uma obrigação interior: É aquele "ai de mim se não pregar" que nasce no íntimo de quem realmente assumiu um compromisso de servir a Jesus. Não se prega porque se é pago, prega-se porque não se pode calar.
Uma ordem do Mestre: É o cumprimento do "Ide" (Mc 16:15) e a capacitação do Espírito para sermos testemunhas (At 1:8). É obediência, não contrato.
O QUE NÃO É ANUNCIAR O EVANGELHO:
UMA PROFISSÃO: O ministério não é uma escada corporativa. Se a sua motivação para pregar é a estabilidade financeira ou o status, você já perdeu o alvo.
MEIO DE ENRIQUECIMENTO: O Evangelho não aceita ser transformado em atividade lucrativa. Quem usa a fé para amealhar tesouros na terra está pregando outro evangelho.
UMA PROFISSÃO: O ministério não é uma escada corporativa. Se a sua motivação para pregar é a estabilidade financeira ou o status, você já perdeu o alvo.
MEIO DE ENRIQUECIMENTO: O Evangelho não aceita ser transformado em atividade lucrativa. Quem usa a fé para amealhar tesouros na terra está pregando outro evangelho.
A qualquer autoridade eclesiástica que se atrever a refutar esta reflexão, chamando-me de "aventureiro da fé" ou algo semelhante, deixo o meu aviso: os que incentivam a prática de ganhar a vida às custas do Evangelho, seja pregando ou cantando, terão um encontro com o Eterno NAQUELE GRANDE DIA. Ele se responsabilizará por julgá-los por suas obras. Essa é minha firme esperança.
Em Cristo,
Alisson Lourenço Pastor, Teólogo, Cientista da Religião e Psicanalista
Bibliografia:
MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola. (Sustenta a crítica sociológica à comercialização da fé e à teologia da prosperidade).
STOTT, John. O Cristão Contemporâneo. São Paulo: Vida. (Para fundamentar a ética do serviço e a integridade do obreiro).
TILLICH, Paul. Teologia da Cultura. São Paulo: Fonte Editorial. (Analisa a tensão entre o sagrado e as estruturas institucionais de poder e lucro).
GOMES, Wilson. A Televisão e o Gospel: O Espetáculo da Fé. (Para entender como a mídia transformou o anúncio do evangelho em performance lucrativa).
LOPES, Augustus Nicodemus. A Igreja Cristã na História. São Paulo: Cultura Cristã. (Oferece o contexto histórico sobre como a igreja lidou com o sustento de seus ministros desde os tempos apostólicos).
ENVIE EMAIL PARA adlourenco.teologia@gmail.com
Gostou do nosso conteúdo? acesse muito mais sobre fé, religião, reflexões práticas da vida, justiça social, relevância da vida cristã e muito mais em:
E se você gostaria de conhecer muito mais do nosso trabalho sobre história e pesquisa de personalidades cristãs e denominações evangélicas, acesse nosso mapa do portal e passeie por nosso conteúdo. Todos são muito bem vindos!!
MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola. (Sustenta a crítica sociológica à comercialização da fé e à teologia da prosperidade).
STOTT, John. O Cristão Contemporâneo. São Paulo: Vida. (Para fundamentar a ética do serviço e a integridade do obreiro).
TILLICH, Paul. Teologia da Cultura. São Paulo: Fonte Editorial. (Analisa a tensão entre o sagrado e as estruturas institucionais de poder e lucro).
GOMES, Wilson. A Televisão e o Gospel: O Espetáculo da Fé. (Para entender como a mídia transformou o anúncio do evangelho em performance lucrativa).
LOPES, Augustus Nicodemus. A Igreja Cristã na História. São Paulo: Cultura Cristã. (Oferece o contexto histórico sobre como a igreja lidou com o sustento de seus ministros desde os tempos apostólicos).
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MENSAGEM ORIGINAL DE 2017
DE GRAÇA DAI O QUE DE GRAÇA RECEBESTES... É ASSIM MESMO?
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos
Em todos os momentos, Paulo nosso exemplo maior depois
Temos que ter muito cuidado ao entrar nessa questão e
2 - Uma obrigação vinda do interior daquele que assumiu
