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58 - LIÇÕES DA TENTAÇÃO DE JESUS - MT. 4

LIÇÕES DA TENTAÇÃO DE JESUS - MT. 4 - POR ALISSON LOURENÇO

INSPIRAÇÃO MUSICAL DESTA REFLEXÃO


Texto Base

"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome..." (Mateus 4:1-11)

As verdades da Palavra de Deus são incontestáveis. Como está escrito: "Sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" (Romanos 3:4).

Reflexão: O Preparo no Deserto

Quando Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto após o batismo, Ele estabeleceu um paradigma de resistência. O objetivo era revelar lições fundamentais sobre o relacionamento necessário com o Pai para vencer as batalhas espirituais e as pulsões da tentação, superando o fracasso original da humanidade.

Existe um contraste exegético e antropológico profundo aqui: Adão fracassou no paraíso; Jesus venceu no deserto. Ambos foram tentados pelo adversário, mas a diferença reside no preparo espiritual e na submissão à Palavra. Adão, cercado de abundância, sucumbiu à sugestão de falta. Jesus, em meio à privação total após quarenta dias de jejum, permaneceu pleno na Palavra. Enquanto Adão possuía as instruções, Jesus possuía a comunhão e a disciplina.

As Três Dimensões da Queda

A Palavra revela que o tentador opera em três dimensões específicas da fragilidade humana (Gênesis 3:6):

  1. A Ditadura do Desejo: Ele trabalha nossas vontades imediatistas — o "isso é o que eu quero e eu quero agora". É a tentativa de substituir a soberania de Deus pela soberania do "Eu".

  2. A Exploração das Necessidades Carnais: Ele utiliza as carências do corpo (fome, cansaço, dor) para sugerir caminhos de atalho. É a exploração da nossa biologia para corromper nossa teologia.

  3. A Patologia do Orgulho: Ele trabalha a soberba e a arrogância, incitando o homem a testar a Deus em vez de confiar nEle. É o narcisismo espiritual tentando se sobrepor à dependência do Criador.

Fé Racional vs. Emocionalismo

Em meados do século XIX, o movimento pentecostal começou a difundir a necessidade de "sentir a presença de Deus" para tornar tangível o que é espiritual. No entanto, esse desejo pode perigosamente transformar o culto racional, que Deus requer (Romanos 12:1), em um espetáculo emocional efêmero. O aprendizado com Jesus no deserto é que a Palavra é infalível, independentemente do que sentimos nos nossos estados de ânimo.

A lição deixada no deserto é clara:

  • 1. O Amor de Deus não depende de Sinais: Não precisamos de milagres constantes para nos convencermos de que Deus nos ama e cuida de nós. O cuidado dEle é uma promessa estabelecida, não um evento condicionado ao nosso clamor por sinais (Mateus 6:25-33).

  • 2. Fé na Essência, não na Oferta: A fé não pode depender do que Ele oferece, mas do que Ele é. Adorá-lo conforme a excelência da Sua grandeza é o que nos mantém de pé quando as mãos estão vazias (Salmos 150:2).

  • 3. A Primazia da Comunhão: A comunhão com Deus é infinitamente mais importante do que qualquer prazer mundano, riqueza material ou fama temporária. O que é eterno não pode ser trocado pelo temporal (2 Coríntios 4:7-18).

Conclusão e Esperança

O deserto vai passar, e a ordem clara é: resistir. Para o salvo, a adoração não é um acessório, é o próprio alimento que sustenta o espírito quando o corpo desfalece. Louvar em meio às tentações desorienta o adversário e reafirma nossa identidade em Cristo.

Não vejo o amanhã com os olhos naturais, mas, pela fé, compreendo que o deserto chegará ao fim. O Senhor cuida de mim.

Alisson Lourenço Pastor, Teólogo, Cientista da Religião e Psicanalista


Bibliografia:

  • BARTNETT, Paul. O Evangelho de Mateus. São Paulo: Cultura Cristã. (Excelente para entender o contexto das tentações e a autoridade messiânica de Jesus).

  • BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. Petrópolis: Vozes. (Obra que auxilia na compreensão da tensão entre o terreno e o sublime).

  • ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes. (Para analisar a dimensão do deserto como lugar de encontro e teste numinoso).

  • FREUD, Sigmund. O Mal-estar na Civilização. (Essencial para a análise das pulsões e do orgulho humano citados no texto).

  • GOMES, Wilson. A Televisão e o Gospel: O Espetáculo da Fé. (Sustenta a crítica ao emocionalismo e à busca por sinais tangíveis no culto).

  • LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus Intérpretes. São Paulo: Cultura Cristã. (Fundamenta a necessidade do culto racional em contraposição ao misticismo exagerado).

  • TILLICH, Paul. A Coragem de Ser. Rio de Janeiro: Paz e Terra. (Sustenta a tese da resistência e da afirmação do ser diante da negação do deserto).

A Simbiose entre Letra e Reflexão

As frases que encerram a reflexão são ecos diretos da composição, funcionando como pilares de sustentação para a fé:

  • Resistência Prática: A diretriz "A ordem é resistir" espelha o comando da canção e a atitude de Cristo diante das propostas do adversário.

  • Adoração como Nutrição: O conceito de que "adorar a Deus é alimento" transpõe poeticamente a resposta messiânica sobre a primazia da Palavra de Deus em relação ao pão físico.

  • Segurança na Providência: O encerramento com "O Senhor cuida de mim" reafirma a confiança na guarda divina, refletindo o serviço dos anjos após o período de provação.

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TEXTO ORIGINAL DE 2017
"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam."
Mateus 4:1-11

As verdades da palavra de Deus são incontestáveis Rm 3. 4

Quando Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto após o batismo, Ele queria nos trazer importantes lições sobre o relacionamento que temos que ter com Deus para vencer as batalhas espirituais diárias, e vencer às tentações como Ele venceu e não fracassar como Adão fracassou.
Adão fracassou no paraíso, Jesus venceu no deserto. Os dois foram tentados pelo diabo. A diferença a resistência se dá no preparo espiritual... Adão acabara de ser criado mas já possuía as instruções de seu Criador, Jesus jejuou 40 dias e 40 noites...
Aprendemos na palavra de Deus sobre as três dimensões em que satanás trabalha sabendo das nossas fragilidades e pontos fracos. Gn 3. 6

Ele trabalha nossos desejos, nossas vontades, “isso é o que eu quero e eu quero agora”;
Ele trabalha nossas necessidades carnais (explora nosso corpo);
Ele trabalha nosso orgulho, soberba e arrogância.

Em meados do sec xix o movimento pentecostal difundia a questão de “sentir a presença de Deus” com objetivo de tornar tangível, palpável algo espiritual, de tornar emocional o culto que Deus requer que seja racional. Rm. 12. 1
Hj Deus me envia a dizer que Jesus nos ensina que, pela palavra de Deus que é infalível, nós:

1 – Não precisamos de milagres pra nos convencemos de que Deus nos ama e cuida de nós. Mt 6. 25-33
2 – A fé em Deus não pode depender do que Ele pode oferecer a nós, e sim do que Ele é pra nós. Sl 150. 2
3 – A comunhão com Deus é muito mais importante do que qualquer prazer mundano, ou riqueza material ou fama temporária. 2 Co 4. 7-18.

O Deserto vai passar,

A ordem é resistir

Adorar a Deus é alimento

Louvar em meio as tentações

Não vejo o amanhã, mas pela fé o deserto chegará ao fim.

O Senhor cuida me mim.

ALISSON LOURENCO

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